quarta-feira, 22 de maio de 2013

Sobre a internacionalização da Amazônia

"Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta".
 Chico Mendes      
Na mídia em geral, parece haver alguns "assuntos intermitentes", são temáticas que surgem, tomam conta do imaginário popular, e de repente desaparecem de nossas mentes, devido nossa curta memória, mas também e principalmente, porque uma novidade mais impactante preenche o espaço da primeira. 
A internacionalização da Amazônia é um desses assuntos, que de vez em quando ouvimos falar. Se é realmente verdade que nos mapas norte americanos e europeus nossa floresta aparece como sendo patrimônio mundial eu, particularmente, não sei.
  Quando questionado sobre o assunto, o senador Cristovam Buarque deu a melhor das respostas. Uma mensagem incrível que merece ser divulgada. 



Constatação de Sêneca - Um desafio para todos nós?


“Epicuro disse: ‘Ninguém morre diferente do que nasceu’. Isto é falso! Morremos piores do que nascemos. E a culpa é nossa, não da natureza. Esta tem o direito de se lamentar conosco: ‘E agora’?, diz, ‘eu gerei a todos sem desejos, sem medos, superstições, sem perfídia, sem outros males: saiam da vida como entraram’.  Sêneca. 

Lucius Annaeus Sêneca foi um importante escritor e filósofo da época do Império Romano. Nasceu na cidade de Córdoba (província romana da Hispânia) em 4 a.C. Sêneca faleceu na cidade de Roma no ano de 65 d.C. Foi um importante representante do estoicismo (doutrina filosófica que defende a ideia de que todas as coisas são regidas por uma lógica universal). Era um defensor da vida simples, da ética e da reflexão.




Fontes:

SêNECA. Aprendendo a viver: cartas a Lucílio. Ed. LP&M Pocket, vol. 662. Porto Alegre, 2010. (pg. 27)

http://www.suapesquisa.com/biografias/seneca.htm


http://literatortura.com/2013/04/15/o-tempo-que-a-vida-tem-seneca-e-o-valor-inestimavel-de-cada-segundo/

sábado, 4 de maio de 2013

Recordações Fordistas

"Se o dinheiro for a sua esperança de independência, você jamais a terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de sabedoria, de experiência e de competência". Henry Ford

Algumas lembranças da infância nos acompanham por toda nossa vida. No meu caso, não esquecerei o dia em que visitei o local onde meu pai trabalhava. Com sete anos de idade, qualquer coisa na companha do pai é simplesmente fantástico. Um dia só dos homens...
Esse dia se deu em algum mês do ano de 1994 (quando a gente é criança não tem o costume de guardar datas como os adultos). O lugar está até hoje praticamente intacto, localizado no Km 28 da Rodovia Raposo Tavares, em Cotia, São Paulo. O nome da empresa era Nogan, e atuava no ramo de metalurgia, borracha e etc. Sua organização era do tipo fordista. Um sistema de gestão idealizado pelo empresário americano Henry Ford que revolucionou a produção industrial no século XX.

Henry Ford (1863 - 1947) empresário americano inventor do fordismo, sistema de produção e gestão que evolucionou a indústria do século XX. Sua grande descoberta esteve em conceber que a  produção em massa pode gerar consumo em massa. Fez de seus funcionários consumidores.
Além de grande empresário, Henry Ford tinha outra ocupação; difamar judeus. Ford escrevia regularmente artigos onde denunciava a maquiavelidade do povo hebreu,  teoria que serviu de inspiração para Hitler e o Nazismo. Os artigos compilados podem ser achados numa obra chamada "O judeu internacional", assinada pelo autor. Fonte: http://www.brasilescola.com/biografia/henry-ford.htm  

Como principais características do fordismo, temos a produção em massa, pouco diversificada, proximidade entre patrão e funcionário, união entre trabalhadores (futebol com o pessoal do serviço), o dia com o filho (que, de forma, servia para a reprodução do sistema, afinal, pai soldador, filho de soldador).


A política privatizadora de FHC


Em meados da década de 1990, o Brasil passa por intensas mudanças econômicas, resultado de acordos assinados com os Estados Unidos, conhecido como Consenso de  Washington. Dentre as propostas do acordo temos: a industria nacional passa a competir de igual para igual com sólidas empresas internacionais, sem a intervenção do Estado na economia. O resultado inclui privatizações, inundação de produtos importados no mercado brasileiro, moeda em alta, inflação, desemprego, crise. O idealizador dessa transformação chama-se Fernando Henrique Cardoso, o FHC. 
Nesse contexto, impossibilitada de competir com produtos importados, a Nogan onde meu pai trabalhava abriu falência em 1996; não só ela, mas também um grande número de pequenas e médias empresas brasileiras.